[[legacy_image_205936]] A sequência de chuvas na Baixada Santista nas últimas semanas ajudou a reduzir a falta de água em Guarujá e no distrito de Vicente de Carvalho. O problema ficou em evidência nos meses de julho e agosto, o que levou autoridades a cobrarem explicações da Sabesp. Mesmo com o início de setembro dentro da normalidade, moradores da cidade seguem preocupados caso haja uma nova estiagem. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O fotógrafo Roberto Nascimento, de 55 anos, que mora no Jardim Progresso, em Vicente de Carvalho, cita que não teve falta de água nos últimos sete dias, mas que passou por esse problema por mais de um mês. "Pode ser que falte novamente, principalmente se a cidade receber turistas. Isso é comum no Guarujá. Certeza que acontece logo de novo", afirma. O período superior a 30 dias de desabastecimento é o mesmo estimado pela auxiliar contábil Regina Fernanda, moradora do Pae Cará. Ela conta que a pressão da água está normal no imóvel onde mora desde o começo das chuvas. "Se não me falha a memória essa e a segunda semana que melhorou (o abastecimento). A pressão está suficiente para encher a caixa d'água e cair no chuveiro", conta. SecaOs problemas de abastecimento resultaram em fiscalizações feitas nas instalações da Sabesp por parte da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), nos meses de julho e agosto. Um relatório, ainda não finalizado, deve ser entregue pela agência à Prefeitura de Guarujá. O município também acionou o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que instaurou duas notícias de fato para apurar a falta de água na cidade. O órgão questionou a Sabesp sobre as razões que levaram às constantes faltas de água e quais providências a companhia estaria tomando. InfraestruturaEm nota, a Prefeitura de Guarujá disse que tem cobrado mais investimentos da Sabesp na construção de reservatórios para que o município não fique refém da falta de chuvas e do consequente desabastecimento. Entre as obras requisitadas estão o Centro de Reservação no bairro Morrinhos e um reservatório na Cava da Pedreira, que pode ter capacidade superior a 2 bilhões de litros de água. A Administração Municipal também exige a revisão do contrato junto à companhia. SabespEm nota, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo disse que as chuvas recentes beneficiaram o sistema de abastecimento na Baixada Santista, mas a região ainda atravessa um período de estiagem, causado por temperaturas elevadas e chuvas abaixo da média histórica. "A companhia segue monitorando o fornecimento aos imóveis, trabalhando para minimizar eventuais variações na pressão da água, e vem aplicando plano de contingenciamento, além de desenvolver projetos para mitigação dos efeitos das próximas estiagens", diz a Sabesp. A empresa afirma ainda que, somente em 2021, investiu R\$ 59 milhões no abastecimento de água em Guarujá e Vicente de Carvalho. Por fim, a Sabesp reforça o uso consciente de água e fornece dicas economizar o recurso, tais como: - Usar vassoura e balde para lavar áreas como garagem, corredores, dentre outras. Não utilizar mangueira;- Não dar descarga à toa e não utilizar o sanitário como lixeira. Em apenas seis segundos de válvula acionada vão embora cerca de 12 litros de água;- Não usar água corrente para descongelar alimentos;- Ficar muito atento a possíveis vazamentos. Eles podem passar despercebidos e são grandes causas do desperdício.